Sei que nos últimos dias o que mais quero é me ver livre da monografia e da vida universitária mas, de fato, a Unisc foi minha segunda casa nos últimos seis anos. Por essas e outras é inevitável o orgulho -mesmo tendo algumas críticas- do universo do conhecimento ou, quem sabe, do lugar onde passaram grande parte dos meus sonhos ou, melhor ainda, no lugar onde eu sonhei e acreditei. Como a nova moda é o mo>imento, afinal, sem movimento se chega a lugar algum (só ao plágio da campanha por outras universidades, mas prefiro nem comentar isso), tá aí os feitos da Unisc que supera a cada nova campanha de vestibular ou vídeo institucional!
PRÊMIO SINEPE/RS DESTAQUE EM COMUNICAÇÃO Categoria Gestão de Comunicação e Relacionamento Ouro- UNISC, de Santa Cruz do Sul - Campanha de Vestibular
Categoria - Mídia Digital (Ensino Superior) Prata- UNISC, de Santa Cruz do Sul - Site Promocional dos Sonho
Categoria - Mídia Eletrônica (Ensino Superior) Ouro- UNISC, de Santa Cruz do Sul - VT Parado
Divirta-se com os links e vídeos e seja bem-vindo ao universo Unisc, onde só evolui quem se mo>imenta!
No último domingo eu fui uma dos cerca de 76 mil estudantes de Jonalismo que perderam o domingo com a prova do ENADE. É, enfim... Apesar da prova fazer generalizações a respeito da ética na minha profissão, eu não devo fazer isso, certo? Sim, certo. Então desculpa se você não perdeu seu domingo, mas eu realmente perdi o meu domingo.
Até hoje pela manhã, quem seria eu, uma pobre estudante do interior contrária a ideologia política do Presidente da República fazendo questionamentos e críticas às questões apresentadas na prova. Eis que não estou sozinha quando penso "realmente perdi meu domingo" com uma prova em sua maioria, sem fundamento.
Instantes atrás li no Comunique-se que o senhor Nilson Lage também não viu muito fundamento na maioria das perguntas. A questão a qual se refere na matéria do portal, foi a que afirma e questiona o fato da imprensa "popular" ser sensacionalista e, por isso, muitas vezes cai na tentação e inventa fatos para vender mais. Além desta afirmativa, a mesma pergunta questiona a imprensa "séria" que por ter de pagar uma vela para cada Santo, muitas vezes omite certas informações e não as apura como deveria. Após ler que eu estudei para ser um "pau mandado" e não ter ética na minha vida profissional, me foi pedido para argumentar a respeito das afirmativas. Legal, né?
Mas, a questão que mais me indignou, é comentada no fim da matéria do Comunique-se. De verdade? Depois de ler a questão 19 que apresenta o Lula como uma baaaita "Mãe Diná" quando falou que a crise mundial se apresentaria no país como uma "marolinha"(claro, ele não foi um dos milhares que perdeu o emprego com conta dela) e todas as respostas, ao me ver, davam a entender que realmente ele foi um cara muito inteligente ao dar essa declaração, me recusei a tentar um esforço maior para responder o restante das questões.
A democracia do MEC me faz perder o domingo, afinal, eu tinha duas opções: ou faço a prova, ou não recebo meu diploma. Até aí, vamos lá... Mas, tentar me obrigar a elogiar o Lula? Me desculpem, mas eu fiz questão de fazer um risco beeem grande como resposta na questão 19 da folha de respostas.
"dizem que meu diploma não vale mais muita coisa, mas só eu sei o quanto valeu os seis anos de estudo."
Hoje, mais uma vez, fiz as benditas fotos de toga. Bem que eu queria estar na situação de formanda em uma segunda graduação mas, muito pelo contrário, estou na situação de formanda, pela segunda vez, do mesmo curso: comunicação social.
Essas alturas do campeonato eu nem me importo mais em fazer uma monografia fodástica, para conseguir uma nota que faça valer todo o tempo que dediquei aos estudos acadêmicos, como eu pensava antes das últimas férias. Sempre soube (afinal sinto na pele) que quanto mais disciplinas práticas e a prática no mercado de trabalho (remunerada) me deixam com menos paciência para estudar. Eu sinto isso, enfim.
No ínicio do semestre me dediquei, joguei para o lado uma mono 85% pronta para começar tudo de novo quase do zero. Mesmo sendo uma situação from hell, eu tava mega feliz e empolgada, afinal, nada como ter um orientador que além de professor faz as vezes de terapeuta/motivador. Mas aí veio o trabalho de verdade, a falta de tempo e a invenção de qualquer coisa para não ter tempo, a mudança de cidade, de humor, de paciência e, quem sabe, de objetivos.
Depois de semanas sem abrir meu arquivo "mono_cap2_jornal", levei uma bela mijada que ainda não secou porque justo hoje foi chover, mas era o que eu precisava para sacudir a poeira de novo para "me livrar" logo da minha última disciplina da faculdade de jornalismo. Meu pensamento não é mais o de tirar uma mega nota ou de dedicar horas X do dia para o estudo, quero fazer sim um trabalho bem feito, mas a nota já não faz tanta diferença quanto antes e agora só quero trabalhar como gente grande!
Que venha logo o dia 9 de janeiro para eu poder tocar meu capelo (alugado) para o alto e gritar : "Obrigada pai e mãe, sem vocês eu não estaria aqui!"
"Alguém aí vai no O Teatro Mágico?". Li muitas, muitas, mas muitas twittadas com essa pergunta, a maioria vinda dos colegas de faculdade, principalmente do Lázaro! Depois de pensar e pesquisar quem eram e o que faziam, resolvi, aos 45 min do segundo tempo, comprar meu ingresso e "matar" a palestra sobre jornalismo cultural durante a semana acadêmica! Ainda bem que optei pelo show!
Munida de câmera e expectativa pelo novo, na primeira música já me teletransportei para outro mundo. É algo inexplicável que a cada música se tornava mais mágico. Música, luzes, palhaços, trapezista, instrumentos, brincadeiras... o nome da trupe/banda não poderia ser outro, afinal, é mágico o teatro mágico.
Em meio ao medo de nos tirarem as câmeras (não poderiamos fazer fotos segundo o texto lido por alguém antes de começar o espetáculo), eu, Raisa, Amanda e mais um bando de gente não deram a mínima para a orientação! E obrigada Senhor por me fazer burlar certas regras: talvez algumas das fotos mais lindas que já fiz até hoje, sairam daquela noite gelada de setembro!
Eu sai do show em transe e na condição de fã! Acredito que praticamente todas as pessoas foram embora para suas casas com o mesmo sorriso no rosto que eu! A explicação talvez venha desta frase:
"Isso aqui não é um show. Quem veio a um show, veio ao lugar errado! Isso aqui é um espetáculo para celebrar a vida!”
Minha cidade, além de ser a capital mundial do fumo e dizerem que a melhor Oktoberfest do país é realizada aqui, ficou conhecida em todo o país nos anos 90, depois de ter levado, pela primeira vez, um time gaúcho de basquete à final da liga nacional. Naquela época eu era um pouco menor do que sou hoje e por nada perdia um jogo do Pitt/Corinthians, era quase um ritual de família. Apesar de tanto tempo e de ser tão novinha, jamais esqueci da "ôla" e dos pés batendo nas arquibancadas que, mesmo de concreto, faziam o ginásio tremer.
Dois anos atrás, na disciplina de Metodologia da Pesquisa, eu e duas colegas escolhemos o Sport Clube Corinthians como case de uma pesquisa de memória institucional. Para nossa surpresa, Seu Borba, um dos "cabeças" do clube até hoje, nos mostrou uma pasta cheia de fotografias e notícias de jornais da época de ouro do basquete em Santa Cruz. Eu tremi a primeira vez que peguei ela, afinal, não era apenas uma pasta, mas sim lembranças da minhha infância.
Em abril de 2009, a Sâmia (repórter da casa ZH de SCS) me liga e pede para eu ir fazer algumas fotos de escolas e tal e coisa pra uma matéria da ZH. Beleza! Quando terminamos a pauta ela olha pra mim e diz: "Tá, Marcinha! Agora muita calma nessa hora! Nós vamos pro Quiosque porque me disseram que o Ary Vidal tá lá tomando café com amigos!". No quiosque, além de Ary, estavam outros senhores de cabelos brancos que iniciaram a história do basquete na cidade e lembravam dos feitos do esporte sob o comando de Vidal. Ah! Sim, a pauta era justamente esta: naquele dia, 17 de abril de 2009, completava 15 anos do título nacional que o Pitt/Corinthians havia conquistado!
Agora, cinco meses depois, é promovido um jogo com todos os jogadores campeões do Pitt/Corinthians contra a Seleção Gaúcha Master e a Sâmia me liga de novo pra dizer: "Marcinha! Fica pronta, pelas 16h horas chegam no trevo o Alvin, Brent e João Batista para desfilarem no caminhão dos bombeiros!". Pensei: "Ahhhhh!". Na verdade pensei e fiz! Sai correndo pra contar pra mãe que eu iria ver e fotografar eles! Meia hora depois estávamos nós de cara com aqueles gigantes! A matéria precisava ter foto dos caras, logo, tive que subir no caminhão dos bombeiros junto! Mas como um ser tão grande como eu consegue subir num caminhão desses? Simples: tenha Brent Merrit para lhe estender a mão e te puxar pra cima! =D
Além dos jogadores, estava a filha de João Batista. Quando vi ela emocionada abanando para as pessoas que passavam pela rua, disse que quando eu tinha a idade dela, eu vi o pai dela jogar. O pai então me deu um abraço com olhos cheios de lágrima e disse: "É, o tempo passa!". Meio eufórica, liguei pra mãe e pedi para assitir as notícias que eu iria aparecer no caminhão, a resposta foi simples e objetiva: "Tá, tô ligando pra todas tuas tias pra avisar!".
Mas as emoções não pararam por aí. Sábado de manhã, sol lindo e eu, mais uma vez, no aguardo do "desfile com os jogadores" no caminhão dos bombeiros. Eis que chega Ary Vidal, olha pra mim e diz: "Oi, menina! Tu de novo, é?"(impossível não ficar feliz por ele lembrar da minha pessoa depois de cinco meses). Depois dele, todos os jogadores e a comissão técnica chegaram. Antes de ir pro desfile, não aguentei e pedi uma foto com Alvin e Brent, e o segundo olha pra mim, dá um sorriso e diz: "Vamos lá baixinha!".
Durante o desfile, alguns jogadores fizeram questão de ficar no mesmo lugar no caminhão onde estiveram 15 anos atrás. Cruxen e Joel ficaram o percurso inteiro lembrando como foi a recepção deles quando ganharam o título e comentando como era incrível as pessoas sairem das casas, pararem os carros e abanarem mesmo de dentro do ônibus ainda hoje, "tô me sentindo uma rainha nessa caminhão!", o Cruxen dizia.
Mas a emoção maior foi de noite. Ginásio Poliesportivo lotado como nos velhos tempos, a torcida Tô-Tri com a mesma roupa, os mesmos cantos, a mesma Ôla! As pessoas fizeram de novo o ginásio tremer, e quando as luzes se apagaram, o choro e o arrepio rolou solto. No telão, imagens dos jogos e das comemorações de 94. Um a um, os jogadores saiam do meio do público conforme iam sendo chamados e eram aplaudidos com um fervor único. Depois, o hino do Estado, fez o Poli cantar do jeito que só nós gaúchos cantamos um hino nesse país.
A primeira cesta foi aplaudida de pé e tudo era como 15 anos atrás. Sabe quando parece que o tempo congelou ou então inventaram uma máquina do tempo para fazer os bons momentos voltarem igualzinho como eram antes? Credo! A cada cesta a vibração aumentava, e o fôlego dos jogadores diminuia, mesmo assim, venceram de 74 a 57. Dificilmente quem esteve lá vai esquecer tudo que viu. E eu tô tri feliz! Quando iria imaginar que 15 anos depois, desfililaria duas vezes no caminhão dos bombeiros com os jogadores, "participaria" do jogo de dentro da quadra na condição de imprensa, seria apelidada de "baixinha", não precisaria ir até os jogadores puxar conversa, descobriria que meus olhos verdes são lindos porque são da cor do Pitt/Corinthians e escutaria tantas vezes a frase: "Me manda essas fotos depois, hein, baixinha!".
O 20 de setembro realmente é o precursor da liberdade. No ano passado, neste mesmo dia, escrevi aqui que talvez fosse o início de um novo ciclo. Pois bem. Hoje, um ano depois, escrevo novamente que um novo ciclo se inicia.
Lugares iguais, pessoas e funções diferentes. Tô indo feliz, madura, e sem a ilusão de um mundo que tenha apenas pessoas íntegras. Mesmo assim, com esperança de um novo cheio de alegrias e, se não amizades, mas pelo menos ajuda sincera.
Até tentei escrever um texto altamente bairrista, mas nada consegui e não sei se ficaria mais sincero do que o escrito em 2007.
Ser gaúcho...
Nunca foi do meu agrado passar a Semana Farroupilha dentro de CTGs quando eu estava no colégio. Ir em desfiles só se fosse 7 de setembro e, quando chegavam os cavalos, me mandava! Não cultivei de fato as tradições do povo dos pampas, nunca tive isso dentro da minha casa. Nas férias, em Bagé, sempre preferi ficar na casa da tia do centro do que na casa do tio do haras. Meu pai sempre diz que eu nasci para viver no meio do concreto, não tem mais jeito. Mesmo assim, o churrasdo e o bom chimarrão, não dispenso!
Até hoje, não aprendi a montar cavalo, tão pouco um dia me interessei por isso. Me vestir de prenda? Jamais! O meu negócio era esporte, idiomas, viagens, televisão, video game e por aí vai. Achava o fim da picada minhas amigas ficarem enfiadas dentro do CTG nos fins de semana ensaiando na invernada. Mas, nem por isso deixo de ir nas finais do ENART aqui em Santa Cruz. Uma comunidade no orkut diz:"Ser Gaúcho é mais do que sorte, é destino". Talvez seja, talvez não.
Cada um ama sua Terra da maneira que pode e quer. Eu amo meu Estado. Eu sou Gaúcha, depois brasileira. Eu acredito que nós poderíamos ser só nós. Eu sou bairrista. Eu acredito que existe preconceito contra nós. Eu canto o Hino. Eu me arrepio com nossa melodia. Eu tenho orgulho e acho lindo dizer "tu", "capaz", "bah", "tchê". Eu carrego no peito o amor por um time que é daqui. Eu trago -literalmente- a tradição do povo que luta sim senhor.
Hoje de tarde li uma frase que não explica, não justifica, apenas ajuda a entender o nosso sentimento: "Ser gaúcho não é ter um lenço vermelho ao redor do pescoço, nem usar vestidos como as prendas, é muito mais do que isso, ser gaúcho é ter no coração o orgulho de ser daqui."
Nessas horas que dá saudade de um monte de coisa, mas a emoção e sentimentos precisam ser deixados de lado e a razão e o foco devem assumir sua forma. Momentos que ficam na memória e outros tantos que deveriam ser esquecidos, talvez jamais serão.
Vivemos quase um ano no limite de cada lado: ou muito bom ou muito ruim. Esses dias escutei uma pscicóloga dizer que o ser humano tem memória para dois tipos de sentimentos: os muito bons e os muitos ruins. Bingo! Melhor seria se os bons ganhassem maior espaço, mas talvez os ruins tenham sido mais fortes...e, pelo que aprendi/senti até hoje (sozinha), a mágoa é a pior das dores e provavelmente a ferida que mais tempo leva para cicatrizar...
Quero uma paisagem calma, madura, colorida, incentivadora, companheira e que me faça sentir liberdade para conquistar minha felicidade! Eu mereço isso!
De longe na paisagem tudo é tão perfeito / Tudo é tão normal / De perto toda coisa linda mostra algum defeito / E eu me sinto igual /Eu e você descobrimos a pólvora / A diferença nos faz tão bem / Somos os mesmos há milhões de anos / Amantes, errantes, humanos! / Eu guardo as lembranças em fotografias / Tudo é de papel / Se eu já soubesse antes, eu te contaria / Sonhos de aluguel / Eu e você já moramos no mesmo céu / Nossas estrelas combinam... / Fomos os mesmos até hoje de manhã / Seus olhos de mar me fascinam... / E agora me conta o que aconteceu / Que eu ando encostando meus sonhos nos seus...
Talvez por não saber falar de cor, imaginei. Talvez por saber o que não será melhor, aproximei. "O meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós". Sei lá eu o que queres dizer... Despedir-me de ti, adeus um dia voltarei a ser feliz... iz.. iz... Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor não sei o que é sentir Se por falar falei, pensei que se falasse era fácil de entender Talvez por não saber falar de cor, imaginei... Triste é o virar de costas o último adeus, sabe Deus o que quero dizer. Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou... E se ao menos tudo fosse igual a ti...i...i... Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, ja não sei se sei o que é sentir. Se por falar falei, pensei que se falasse era fácil de entender... É o amor, que chega ao fim, um final assim, assim é mais fácil de entender...
Morar no interior é dose, vou te dizer! A cidade passa um tempo relativo sem trazer shows bacanas e, quando isso acontece, eu preciso ficar completamente dividida, porque alegria de pobre dura pouco e quando tem mais de um "evento social", é tudo no mesmo dia.
Pois bem, faça sua escolha e seja feliz! Eu já fiz a minha! =D
Domingo, às 20h, a banda Pata de Elefante faz show no Espaço Camarim. Mas, se for do teu agrado, uma hora depois, ou seja, às 21h, começa o show da dupla Kleiton & Kledir, no auditório central da UNISC.
Pata de Elefante - Versão Final
Kleiton & Kledir - Paixão(uma das letras mais lindas do universo das músicas lindas)